terça-feira, setembro 28, 2010
terça-feira, julho 07, 2009
Habeas Corpus
Um pingo de chuva estourou na pedra de gelo do meu whisky
Lembrei de ti
Que sempre quer botar pingo de “i” em ipsilone
Que é que há?
Parece até que eu sou um livro mal escrito
E que você é uma caneta cor vermelha
Rasurando o que não aceita e nem consegue decifrar
Outras vezes você tenta, feito louca, rasgar as minhas páginas
Mal eu esqueço do que lembrei
Você aparece
- Olá!
Olá coisa nenhuma é o que me diz
Roubando o meu whisky pra falar
Que eu te beijo como Judas beijou Cristo
Pois leva o tempo a imaginar como seria
Com quem e quando eu trairia o que eu jamais jurei te dar
Põe na minha boca palavras que não são minhas
Com voz trêmula e trágica
E me ameaça quando diz: “eu vou embora!”
Ora…
Vá!
Você tem seu direito de ir e vir
Mas eu tenho o meu de querer ficar
Não precisa de um pedido de habeas corpus.
A porta está aberta
Você tem seu direito de ir e vir
Mas eu também tenho o meu direito de querer ficar
Não precisa de um pedido de habeas corpus
A porta está aberta...
Lembrei de ti
Que sempre quer botar pingo de “i” em ipsilone
Que é que há?
Parece até que eu sou um livro mal escrito
E que você é uma caneta cor vermelha
Rasurando o que não aceita e nem consegue decifrar
Outras vezes você tenta, feito louca, rasgar as minhas páginas
Mal eu esqueço do que lembrei
Você aparece
- Olá!
Olá coisa nenhuma é o que me diz
Roubando o meu whisky pra falar
Que eu te beijo como Judas beijou Cristo
Pois leva o tempo a imaginar como seria
Com quem e quando eu trairia o que eu jamais jurei te dar
Põe na minha boca palavras que não são minhas
Com voz trêmula e trágica
E me ameaça quando diz: “eu vou embora!”
Ora…
Vá!
Você tem seu direito de ir e vir
Mas eu tenho o meu de querer ficar
Não precisa de um pedido de habeas corpus.
A porta está aberta
Você tem seu direito de ir e vir
Mas eu também tenho o meu direito de querer ficar
Não precisa de um pedido de habeas corpus
A porta está aberta...
terça-feira, janeiro 13, 2009
Disritmia Nervosa !
Queria eu poder mudar os sentimentos que nos consomem;
Arrancar as raízes maléficas que teimam em cercar-nos com expressões entreguistas
Suprir seus anseios com minhas visões positivas e confiantes e consequentemente,
Entre um gole e outro de vinho, conseguir blasfemar meu âmago e repelir nossos dramas.
Não sei se é o amor, a consciência ou a náusea a quem quero culpar nesta noite,
Só sei que remeter a mim a causa profunda do que agonizo, tem me pesado demasiadamente.
Imobilizada e reverenciada aos demais movimentos que, não passam sem me cobrar,
Deixo tudo vir e aguardo um novo dia, sem, no entanto, pincelar devidas alterações almejadas.
Entregue as minhas fraquezas, elimino-me covardemente e jogo-me a derrocada.
E a vida continua a correr a minha frente, onde presencio tudo como vil expectadora.
Embolada nesta denotação construída, não me afino e desafino a cada próximo arranjo
Desconsolada espero uma entonação final, como se por esta pudesse vir a ser presenteada.
Queria entender como dominar o turbilhão de emoções a que permitimos embebedar-nos
Compreender seus blefes e diante sua revelação, orientar os meus próximos desdobramentos.
Mas não, embarco de forma ilusionistas em suas viagens e diluo a mim mesma.
Diluída, desprendo-me de minhas crenças e perco-me nas partes que me restaram.
Meu silêncio torna-se gritante;
Minha apatia converte-se em convulsões dominantes;
Suas incertezas passam a ser minhas e minha luta deixa de ser nossa
E assim, simplesmente assim, tudo PARA sem, contudo, parar em um só instante.
Arrancar as raízes maléficas que teimam em cercar-nos com expressões entreguistas
Suprir seus anseios com minhas visões positivas e confiantes e consequentemente,
Entre um gole e outro de vinho, conseguir blasfemar meu âmago e repelir nossos dramas.
Não sei se é o amor, a consciência ou a náusea a quem quero culpar nesta noite,
Só sei que remeter a mim a causa profunda do que agonizo, tem me pesado demasiadamente.
Imobilizada e reverenciada aos demais movimentos que, não passam sem me cobrar,
Deixo tudo vir e aguardo um novo dia, sem, no entanto, pincelar devidas alterações almejadas.
Entregue as minhas fraquezas, elimino-me covardemente e jogo-me a derrocada.
E a vida continua a correr a minha frente, onde presencio tudo como vil expectadora.
Embolada nesta denotação construída, não me afino e desafino a cada próximo arranjo
Desconsolada espero uma entonação final, como se por esta pudesse vir a ser presenteada.
Queria entender como dominar o turbilhão de emoções a que permitimos embebedar-nos
Compreender seus blefes e diante sua revelação, orientar os meus próximos desdobramentos.
Mas não, embarco de forma ilusionistas em suas viagens e diluo a mim mesma.
Diluída, desprendo-me de minhas crenças e perco-me nas partes que me restaram.
Meu silêncio torna-se gritante;
Minha apatia converte-se em convulsões dominantes;
Suas incertezas passam a ser minhas e minha luta deixa de ser nossa
E assim, simplesmente assim, tudo PARA sem, contudo, parar em um só instante.
segunda-feira, janeiro 12, 2009
"É hora de levantar e gritar aquilo que o *(meu) mundo quer ouvir!"
Inicia-se 2009!
Algo em mim percebe que pode ter chegado o momento tão ansiado!
Esta na hora de fazer.
O pensar já vêm exercendo uma energia retrograda,
já que não sucita um extraviu dentro de minha cabeça redonda!
As idéias em movimento ciclico, precisam parar !
Devem assumir seu amadurecimento, para serem canalizadas !
O momento esta chegando.
Como não aguento mais conte-las, esta na hora de libertá-las...
Seja lá aonde for que elas vão se instaurar, não posso mais omiti-las !
Esta na hora de assumir a transformação !
Algo em mim percebe que pode ter chegado o momento tão ansiado!
Esta na hora de fazer.
O pensar já vêm exercendo uma energia retrograda,
já que não sucita um extraviu dentro de minha cabeça redonda!
As idéias em movimento ciclico, precisam parar !
Devem assumir seu amadurecimento, para serem canalizadas !
O momento esta chegando.
Como não aguento mais conte-las, esta na hora de libertá-las...
Seja lá aonde for que elas vão se instaurar, não posso mais omiti-las !
Esta na hora de assumir a transformação !
terça-feira, maio 06, 2008
Uma fase descrente !
"Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos - a ansia de coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a magia de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo.
Todos estes meios tons da consciencia da alma criam em nós uma paisagem dolorida, um eterno sol-pôr do que somos. O sentirmo-nos é então um campo deserto a escurecer, triste de juncos ao pé de um rio sem barcos, negrejando claramente entre margens afastadas.
Não sei se estes sentimentos são uma loucura lenta do desconsolo, se são reminiscencias de qualquer outro mundo que houvessemos estado - reminiscencias cruzadas e misturadas, como coisas vistas em sonhos, absurdas na figura que vemos mas não na origem, se a soubessemos.
Não sei se houve outros seres que fomos, cuja maior completidão sentimos hoje, na sombra que d'eles somos, de uma maneira incompleta - perdida a solidez e nós figurando-no-la mal nas só duas dimensões da sombra que vivemos.Sei que estes pensamentos da emoção doem com raiva na alma.
A impossibilidade de encontrar qualquer coisa que substitua aquela a que se abraçam em visão - tudo isso pesa como uma condenação dada não se sabe onde, ou por quem, ou porquê.Mas o que fica de sentir tudo isso é com certeza um desgosto da vida e de todos os seus gostos, um cansaço antecipado dos desejos e de todos os seus modos, um desgosto anonimo de todos os sentimentos.
Nestas horas de magoa subtil, tornase-nos impossível, até em sonho, ser amante, ser heroi, ser feliz. Tudo isso está vazio, até na idea de que é. Tudo isso está dito em outra linguagem, para nós incompreensivel, meros sons de silabas sem forma no entendimento.
A vida é ôca, a alma é ôca, o mundo é ôco. Todos os deuses morrem de uma morte maior que a morte. Tudo está mais vazio que o vacuo. É todo um caos de coisas nenhumas.
Se penso isto e olho, para ver se a realidade me mata a sêde, vejo casas inexpressivas, caras inexpressivas, gestos inexpressivos. Pedras, corpos, ideas - está tudo morto. Todos os movimentos são paragens, a mesma paragem todos eles.
Nada me diz nada. Nada me é conhecido, não porque o estranhe mas porque não sei o que é. Pedeu-se o mundo. E no fundo da minha alma - como unica realidade deste momento - há uma magoa intensa e invisivel, uma tristeza como o som de quem chora num quarto escuro."
Bernardo Soares
Todos estes meios tons da consciencia da alma criam em nós uma paisagem dolorida, um eterno sol-pôr do que somos. O sentirmo-nos é então um campo deserto a escurecer, triste de juncos ao pé de um rio sem barcos, negrejando claramente entre margens afastadas.
Não sei se estes sentimentos são uma loucura lenta do desconsolo, se são reminiscencias de qualquer outro mundo que houvessemos estado - reminiscencias cruzadas e misturadas, como coisas vistas em sonhos, absurdas na figura que vemos mas não na origem, se a soubessemos.
Não sei se houve outros seres que fomos, cuja maior completidão sentimos hoje, na sombra que d'eles somos, de uma maneira incompleta - perdida a solidez e nós figurando-no-la mal nas só duas dimensões da sombra que vivemos.Sei que estes pensamentos da emoção doem com raiva na alma.
A impossibilidade de encontrar qualquer coisa que substitua aquela a que se abraçam em visão - tudo isso pesa como uma condenação dada não se sabe onde, ou por quem, ou porquê.Mas o que fica de sentir tudo isso é com certeza um desgosto da vida e de todos os seus gostos, um cansaço antecipado dos desejos e de todos os seus modos, um desgosto anonimo de todos os sentimentos.
Nestas horas de magoa subtil, tornase-nos impossível, até em sonho, ser amante, ser heroi, ser feliz. Tudo isso está vazio, até na idea de que é. Tudo isso está dito em outra linguagem, para nós incompreensivel, meros sons de silabas sem forma no entendimento.
A vida é ôca, a alma é ôca, o mundo é ôco. Todos os deuses morrem de uma morte maior que a morte. Tudo está mais vazio que o vacuo. É todo um caos de coisas nenhumas.
Se penso isto e olho, para ver se a realidade me mata a sêde, vejo casas inexpressivas, caras inexpressivas, gestos inexpressivos. Pedras, corpos, ideas - está tudo morto. Todos os movimentos são paragens, a mesma paragem todos eles.
Nada me diz nada. Nada me é conhecido, não porque o estranhe mas porque não sei o que é. Pedeu-se o mundo. E no fundo da minha alma - como unica realidade deste momento - há uma magoa intensa e invisivel, uma tristeza como o som de quem chora num quarto escuro."
Bernardo Soares
terça-feira, outubro 23, 2007
Cumpre-me agora dizer que espécie de "homem" sou.
Não importa o meu nome, nem quaisquer outros pormenores externos que me digam respeito.
É acerca do meu carácter que se impõe dizer algo.
Toda a constituição do meu espírito é de hesitação e dúvida.
Para mim, nada é nem pode ser positivo;
Todas as coisas oscilam em torno de mim, e eu com elas, incerto para mim próprio.
Tudo para mim é incoerência e mutação. Tudo é mistério, e tudo é prenhe de significado.
Todas as coisa são «desconhecidas», símbolos do Desconhecido.
O resultado é horror, mistério, um medo por de mais inteligente.
Pelas minhas tendências naturais, pelas circunstâncias que rodearam o alvor da minha vida, pela influência dos estudos feitos sob o seu impulso (estas mesmas tendências) - por tudo isto o meu carácter é do género interior, autocêntrico, mudo, não auto-suficiente mas perdido em si próprio.
Toda a minha vida tem sido de passividade e sonho.
Se faço estas análises de um modo lasso e casual, não é senão porque assim retrato mais o que sou.
De uma análise propriamente profunda não só sou incapaz, mas sou também artista demais para a pensar em fazer; pensar em fazê-la seria pensar em dar de mim a ideia de que sou uma criatura disciplinada e coerente, quando o que sou é um analisador disperso e subtilmente desconcentrado.
A minha arte é ser eu. Eu sou muitos. Mas, com o ser muitos, sou muitos em fluidez e imprecisão.
(Fernando Pessoa)
Não importa o meu nome, nem quaisquer outros pormenores externos que me digam respeito.
É acerca do meu carácter que se impõe dizer algo.
Toda a constituição do meu espírito é de hesitação e dúvida.
Para mim, nada é nem pode ser positivo;
Todas as coisas oscilam em torno de mim, e eu com elas, incerto para mim próprio.
Tudo para mim é incoerência e mutação. Tudo é mistério, e tudo é prenhe de significado.
Todas as coisa são «desconhecidas», símbolos do Desconhecido.
O resultado é horror, mistério, um medo por de mais inteligente.
Pelas minhas tendências naturais, pelas circunstâncias que rodearam o alvor da minha vida, pela influência dos estudos feitos sob o seu impulso (estas mesmas tendências) - por tudo isto o meu carácter é do género interior, autocêntrico, mudo, não auto-suficiente mas perdido em si próprio.
Toda a minha vida tem sido de passividade e sonho.
Se faço estas análises de um modo lasso e casual, não é senão porque assim retrato mais o que sou.
De uma análise propriamente profunda não só sou incapaz, mas sou também artista demais para a pensar em fazer; pensar em fazê-la seria pensar em dar de mim a ideia de que sou uma criatura disciplinada e coerente, quando o que sou é um analisador disperso e subtilmente desconcentrado.
A minha arte é ser eu. Eu sou muitos. Mas, com o ser muitos, sou muitos em fluidez e imprecisão.
(Fernando Pessoa)
sexta-feira, agosto 24, 2007
JUSTamente ....
As poeiras
Quero acumular todas as poeiras
que invadem o meu quarto.
“ Sintam -se a vontade”!
Nao serei rude expulsando –as daqui.
Acompanhem o que estou fazendo, pensando…
assistam meus delirios de noites mal dormidas…
sintam o cheiro agradavel que meu vinho exala
no comeco da noite…
chacoalhem seus nao corpos ao som do meu jazz “take five”…
depois se embreaguem so com o odor etilico
que minha pele exala ao final da mesma noite…
vcs podem reparar nas belas pernas da garota russa q trouxe comigo… vejam que bela pinta ela tem na virilha…
depois q ela for embora, continuem comigo,
vamos fazer um pacto: eu e vcs -as poeiras…
ao longo de alguns dias, as minhas intimidades psiquicas serao expostas…
gostaria que ouvissem as conversas interminaveis que tenho com o meu eu…
concentrem-se nisso….
Se for necessario, facam uso dos melhores lugares,
se ocupem das melhores frestas que este quarto pode lhes oferecer
e entao poderao ver o que vem se passando
com um ser confuso diante de um mundo confuso….
E isto tudo sera’ em apenas um ato,
que podera ser longo,mas ininterrupto, para que nao se perca nada,
nenhum detalhe sobre o que pensei e o que fiz
neste meu pequeno universo quadrado.
Autor: Rodrigo Just ....
Quero acumular todas as poeiras
que invadem o meu quarto.
“ Sintam -se a vontade”!
Nao serei rude expulsando –as daqui.
Acompanhem o que estou fazendo, pensando…
assistam meus delirios de noites mal dormidas…
sintam o cheiro agradavel que meu vinho exala
no comeco da noite…
chacoalhem seus nao corpos ao som do meu jazz “take five”…
depois se embreaguem so com o odor etilico
que minha pele exala ao final da mesma noite…
vcs podem reparar nas belas pernas da garota russa q trouxe comigo… vejam que bela pinta ela tem na virilha…
depois q ela for embora, continuem comigo,
vamos fazer um pacto: eu e vcs -as poeiras…
ao longo de alguns dias, as minhas intimidades psiquicas serao expostas…
gostaria que ouvissem as conversas interminaveis que tenho com o meu eu…
concentrem-se nisso….
Se for necessario, facam uso dos melhores lugares,
se ocupem das melhores frestas que este quarto pode lhes oferecer
e entao poderao ver o que vem se passando
com um ser confuso diante de um mundo confuso….
E isto tudo sera’ em apenas um ato,
que podera ser longo,mas ininterrupto, para que nao se perca nada,
nenhum detalhe sobre o que pensei e o que fiz
neste meu pequeno universo quadrado.
Autor: Rodrigo Just ....
