terça-feira, julho 07, 2009

Habeas Corpus

Um pingo de chuva estourou na pedra de gelo do meu whisky
Lembrei de ti
Que sempre quer botar pingo de “i” em ipsilone
Que é que há?
Parece até que eu sou um livro mal escrito
E que você é uma caneta cor vermelha
Rasurando o que não aceita e nem consegue decifrar
Outras vezes você tenta, feito louca, rasgar as minhas páginas
Mal eu esqueço do que lembrei
Você aparece
- Olá!
Olá coisa nenhuma é o que me diz
Roubando o meu whisky pra falar
Que eu te beijo como Judas beijou Cristo
Pois leva o tempo a imaginar como seria
Com quem e quando eu trairia o que eu jamais jurei te dar
Põe na minha boca palavras que não são minhas
Com voz trêmula e trágica
E me ameaça quando diz: “eu vou embora!”
Ora…
Vá!
Você tem seu direito de ir e vir
Mas eu tenho o meu de querer ficar
Não precisa de um pedido de habeas corpus.
A porta está aberta
Você tem seu direito de ir e vir
Mas eu também tenho o meu direito de querer ficar
Não precisa de um pedido de habeas corpus
A porta está aberta...

2 Comments:

Blogger Leonardo said...

De quem é esse poema?

7:37 AM  
Blogger Tathiana Guimarães said...

É uma musica, Leo ! Do Baia - Harbeas Corpus .. ;) ! Saudades amigo !

12:22 PM  

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