terça-feira, fevereiro 22, 2005

Arrogância X Misericórdia

Concentrada no filme "Dogville" , um dialogo me fez repensar sobre determinadas atitudes que aproximam-se muito das minhas. Como que em um minuto de autoconhecimento, mesclada com pensamentos filosóficos sobre a vida e os seres humanos , vim a questionar até que ponto estamos alimentando o dito "bem", quando somos coniventes com realidades cruéis , por julgarmo-nos esclarecidos e generosos.
Diálogo:
- Você é arrogânte. Não julga ninguém pois têm pena de todos. Uma infância sofrida e um omicídio, você sempre culpa as circustâncias. Estrupadores e assassinos podem ser vítimas para você enquanto para mim são cachorros! Se estão comendo o próprio vômito, precisam de coleiras...
-Os cães obedecem à própria natureza, porque nõ merecem perdão ??
-Podemos ensinar muitas coisas úteis aos cães, mas não se lhes perdoarmos sempre que obedecerema sua natureza.
- Então eu sou arrongânte porque perdôo as pessoas ??
- Você não percebe o quanto condecendente se torna ao dizer isso ? Você tem a idéia de que ninguém pode chegar, de maneira alguma , a ter os mesmo padrões éticos que você. Eu não posso pensar em nada mais arrogânte do que isso. Você perdoa as pessoas com desculpas que nunca poderá dar a si mesma.
-Porque não devo ser misericordiosa ?
- Você deve ser misericordiosa na hora de ser misericordiosa, mas deve mater seus padrões. você deve isso a eles! Os castigos que você merece pelas suas transgressões, eles também merecem.
- Eles são seres humanos!!!
-Todos os seres humanos precisam responder pelos seus atos, mas você nem dá à eles essa chance. Isso é totalmente arrogânte.

Para quem assistiu ao filme e viu onde todo esse diálogo desembocou, quero deixar claro que não é essa apologia que estou buscando. Apenas compreendendo dentro das minhas experiência e pensamentos, que muitas vezes sou mais arrogânte do que misericordiosa.
Enxerguei que não está certo justificar todos os males do mundo , encaixando-os as circusntâncias e taopouco julga-los apenas pelos erros cometidos. É preciso educar, e isso se faz apontando os erros ao mesmo tempo que mostramos as mediações que os produziram.
Como Einstein delatou : " O maior mistério do mundo é sua compreensabilidade"; e para mim isso se enquadra em outro grande desafio, que é conseguir encontrar o equilíbrio entre a razão e coração.