Holocausto
Estava lendo o livro de Claude Lanzmann, chamado ShOaH, emprestado pelo meu grande amigo Igor.
Pensando sobre os depoimentos dos participantes indiretos e diretos do holocausto, apreendi um certo momento no qual todos os meus sentimentos ficaram inertes.
Tenho a impressão que , diante uma intensa dose de condutas desumanas, cruéis e despresíveis, cheguei ao auge da minha capacidade de absorção ou asssimilação, ao ponto que nada mais sentia ao ler palavras como :
" crânios de crianças espatifados" , " centenas de corpos" , " abriam as veias de suas filhas", " gritos e gemidos explodem", " líquidos e secrementos escoavam dos trens especiais" ....
Como podemos naturalizar tudo de maneira tão rápida ??
FIco imaginando que pessoas que conviveram com tais acontecimentos, ao longo da repetição, acabaram por adaptar-se.
O silêncio meio aos gritos; as novas moradias mediadas pelas novas ordens do governo; o esvaziamento das vilas. Tudo passa enquanto a vida continua. E todos ficam inertes a espera do amanhã , do fim, do próximo.
Que sensação estranha. A cada página virada me sentia vivendo a época, e percebi que o absurdo é tão grande que como eu, que esperava a próxima página, o próximo caso a ser contado, muitos silenciadores e silenciados , também apenas esperaram , e respeitaram a dinâmica imposta.
Um livro como esse , se fossemos capaz de sentir com a intensidade que me sinto obrigada, não teria como ser acabado... pois o sentimento de revolta me levaria a uma histeria sem volta.
Pensando sobre os depoimentos dos participantes indiretos e diretos do holocausto, apreendi um certo momento no qual todos os meus sentimentos ficaram inertes.
Tenho a impressão que , diante uma intensa dose de condutas desumanas, cruéis e despresíveis, cheguei ao auge da minha capacidade de absorção ou asssimilação, ao ponto que nada mais sentia ao ler palavras como :
" crânios de crianças espatifados" , " centenas de corpos" , " abriam as veias de suas filhas", " gritos e gemidos explodem", " líquidos e secrementos escoavam dos trens especiais" ....
Como podemos naturalizar tudo de maneira tão rápida ??
FIco imaginando que pessoas que conviveram com tais acontecimentos, ao longo da repetição, acabaram por adaptar-se.
O silêncio meio aos gritos; as novas moradias mediadas pelas novas ordens do governo; o esvaziamento das vilas. Tudo passa enquanto a vida continua. E todos ficam inertes a espera do amanhã , do fim, do próximo.
Que sensação estranha. A cada página virada me sentia vivendo a época, e percebi que o absurdo é tão grande que como eu, que esperava a próxima página, o próximo caso a ser contado, muitos silenciadores e silenciados , também apenas esperaram , e respeitaram a dinâmica imposta.
Um livro como esse , se fossemos capaz de sentir com a intensidade que me sinto obrigada, não teria como ser acabado... pois o sentimento de revolta me levaria a uma histeria sem volta.


1 Comments:
É isso ai Tathy!!!
Legal vc estar com um blog tbm...vamos tentar sair do ócio tedioso que paira sobre nossas cabeças...
Adorei seu blog!!
Beijão!!! Tudo de bom!!
Postar um comentário
<< Home